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Sedetur realiza a 1ª Jornada de Regionalização do Turismo com exemplos bem-sucedidos no Estado

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_Regiões Costa Doce, Terras Encantadas, Uva e Vinho e Vale do Taquari apresentaram suas ações_

A primeira Jornada de Regionalização do Turismo, organizada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo do Rio Grande do Sul (Sedetur), apresentou modelos já consagrados de regionalização, representados pelas regiões Costa Doce, Terras Encantadas, Uva e Vinho e Vale do Taquari. O evento aconteceu nesta quinta-feira (03), por videoconferência. Estiveram presentes o secretário da pasta, Rodrigo Lorenzoni, a coordenadora e Interlocutora Regional do Programa Regionalização do Turismo (PRT), Débora Toffoli Snel, e diversas entidades turísticas de todo o Rio Grande do Sul. Coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur), o Programa de Regionalização do Turismo (PRT) do Rio Grande do Sul programou mais três encontros para este novo projeto, que serão realizados até o final deste ano.

Para Rodrigo Lorenzoni, o evento foi um sucesso. “Foram mais de 90 participantes. O grande objetivo das jornadas é permitir uma troca de informações entre as regiões turísticas do estado e tivemos isso nessa videoconferência. Estamos nos reinventando dia a dia para seguirmos nos desenvolvendo de maneira solidária e criativa, multiplicando conhecimento. A Sedetur está fortalecendo cada vez mais esse programa, trabalhando junto com as regiões e municípios”, avaliou.

*Terras encantadas*
A primeira Instância de Governança Regional a se manifestar foi a Terras Encantadas. Representada por Carolina Lopes, Diretora de Turismo da região, ela apresentou o modelo de governança de Consórcio de Desenvolvimento Sustentável (Condesus). Esta modalidade é uma parceria entre o poder público e a iniciativa privada, que consiste numa colaboração mensal dos municípios parceiros que, em contrapartida, usufruem de benefícios.

Dentre eles, estão a aquisição de inúmeros bens e contratação de vários serviços, atendendo diversas áreas da esfera municipal, como por exemplo, a saúde, a educação, a infraestrutura e o próprio turismo. A região possui 16 municípios consorciados, sendo 15 regionalizados oficialmente através do Cadastur (cadastro dos prestadores de serviços turísticos).

*Vale do Taquari*
A segunda região a ser apresentada foi a do Vale do Taquari. Lizeli Bergamaschi, Turismóloga da Associação dos Municípios de Turismo da Região dos Vales (Amturvales), trouxe o modelo de regionalização na forma de associação. Também com parceria entre o poder público e a iniciativa privada, a agremiação fixa uma contribuição para seus associados que deve ser feita regularmente. Desta forma, as cidades parceiras também se beneficiam dos recursos provenientes do órgão. A região conta com 39 municípios, sendo 24 regionalizados perante o Cadastur. Entre os associados estão 25 municípios e 19 entidades do setor privado.

*Costa Doce*
A apresentação da região da Costa Doce foi feita pela secretária de Turismo, Desporto e Cultura de Guaíba e coordenadora da Governança Regional de Turismo da Costa Doce Gaúcha, Cláudia Mara Borges. Composta por 20 municípios, o destaque ficou para os diversos planejamentos estratégicos desta Instância de Governança Regional. Para além do plano estratégico de posicionamento da região e de mercado e o lançamento da nova marca “Costa Doce Gaúcha” há, também, o desenvolvimento de 16 planos municipais de turismo que estão divididos em quatro microrregiões.

Além disso, existe um plano emergencial devido a pandemia, com ações que vão de ativação de plataformas digitais com conteúdos exclusivos à formatação do selo regional de segurança sanitária. Também na modalidade de associação, a Azonasul (Associação dos Municípios da Zona Sul) conta com 23 cidades parceiras e busca a descentralização da administração pública em favor dos municípios e das suas comunidades.

*Uva e vinho*

Beatriz Paulus, diretora executiva da Associação de Turismo da Serra Nordeste (Atuaserra), trouxe as inovações da Instância de Governança Regional Uva e Vinho, composta por 30 municípios. Entre as ações estão a preocupação de planejar mecanismos que tragam o desenvolvimento sustentável para a região, que possui riquezas em aspectos naturais e culturais, promovendo a regionalização a partir da identidade cultural e arquitetônica.

A Atuaserra possui 29 cidades associadas que se dividem em macrorroteiros como os da Rota dos Trigais, Compras e Cultura, Termas e Longevidade, Vales da Serra e Primeira Colônia da Imigração. Também conta com a participação da iniciativa privada através dos Centros de Indústria e Comércio, Sindilojas e Câmara de Dirigentes Lojistas (CDLs) e os Sindicatos de Hotéis Restaurantes Bares e Similares da Região.

De acordo com a Coordenadora e Interlocutora Regional do Programa, Débora Toffoli Snel, foi um evento sensacional para o início de um projeto. “Todas essas regiões que se apresentaram trabalham fortemente para o fortalecimento da identidade cultural e buscam opções para a captação de recursos para implementação de projetos turísticos, bem como a integração entre os municípios com outras regiões turísticas, através da formatação de rotas e roteiros. As Jornadas de Regionalização visam exatamente esse planejamento e descentralização do turismo. Este objetivo foi cumprido, compartilhando conhecimento e servindo de inspiração para todas as regiões turísticas do estado”.

As próximas jornadas
08/10 - Protocolos de segurança no RS: experiências bem-sucedidas no segmento do Turismo
12/11 - Projetos para a retomada do Turismo no Rio Grande do Sul em 2021
10/12 - As regiões turísticas do Rio Grande do Sul e a preparação dos municípios para a atualização do Mapa Brasileiro do Turismo.

Programa de Regionalização do Turismo (PRT)
Lançado em 2004, o Programa de Regionalização do Turismo trabalha a convergência e a interação de todas as ações desempenhadas pelo Ministério do Turismo com estados e municípios brasileiros. Seu objetivo principal é o de apoiar a estruturação dos destinos, a administração e a promoção do turismo no país.

A ideia da iniciativa é ter uma gestão descentralizada em que se unam os esforços do poder público, do privado e da sociedade civil. Isso ocorre através da Rede Nacional de Regionalização, fonte de compartilhamento de experiências, intercâmbio, informação e inovação. Ela é composta por interlocutores em cada Unidade da Federação e ligados à atividade turística. São eles que recebem as orientações do Ministério do Turismo para o planejamento, implementação, acompanhamento e avaliação das ações do PRT em âmbitos estadual, regional e municipal, denominadas Instâncias de Governanças Regionais.

Texto de: Diego Amaral / Sedetur

Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo